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Publicada em: 06/11/2015

Escorpiões: o que você precisa saber

A origem dos escorpiões remonta a mais de 400 milhões de anos. A notória capacidade evolutiva e adaptativa permitiu que esses animais resistissem a todos os grandes cataclismos. Para sobreviver por milênios, os escorpiões se adaptaram aos mais variados tipos de habitat, dos desertos às florestas tropicais e do nível do mar a altitudes de até 4.400 metros. Entretanto, a maioria das espécies tem preferência por climas tropicais e subtropicais.

Todos os escorpiões atuais são terrestres. Podem ser encontrados nos mais variados ambientes, em esconderijos junto às habitações humanas, construções e sob os dormentes das linhas dos trens. Procuram locais escuros para se esconder. O hábito noturno é registrado para a maioria das espécies. São mais ativos durante os meses mais quentes do ano (em particular no período das chuvas). Devido às alterações climáticas do globo, em algumas regiões, estes animais têm se apresentado ativos durante o ano todo. São carnívoros, alimentam-se principalmente de insetos e aranhas, tornando-os um grupo de eficientes predadores de um grande número de outros pequenos animais, às vezes nocivos ao homem.

Entre os seus predadores estão camundongos, quatis, macacos, sapos, lagartos, corujas, seriemas, galinhas, algumas aranhas, formigas, lacraias e os próprios escorpiões.

 

As espécies de importância em saúde.

 

Das 1.600 espécies conhecidas no mundo, apenas cerca de 25 são consideradas de interesse em saúde. No Brasil, onde existem cerca de 160 espécies de escorpiões, as responsáveis pelos acidentes graves pertencem ao gênero Tityus que tem como característica, entre outras, a presença de um espinho sob o ferrão. As principais espécies capazes de causar acidentes graves são: Tityus serrulatus, Tityus bahiensis, Tityus stigmurus, Tityus paraensis. O escorpião Tityus bahiensiso único que ocorre no RS é conhecido como escorpião marrom ou preto.

 

 Figura 1: Tityus serrulatus e Tityus bahiensis.


 Figura 2: Tityus paraensis.  e Tityus stigmurus

 

Por que fazer o controle de escorpiões?

 

É necessário controlar as populações de escorpiões pelo risco que representam para a saúde humana, já que a erradicação dessas espécies não é possível e nem viável. No entanto, o controle pode diminuir o número de acidentes e, consequentemente, a morbimortalidade. Esses animais desempenham papel importante no equilíbrio ecológico como predadores de outros seres vivos, devendo ser preservados na natureza. Já nas áreas urbanas, medidas devem ser adotadas para que seja evitada a sua proliferação, por meio de ações de controle, captura (busca ativa) e manejo ambiental.

A busca ativa deverá ser realizada nas áreas interna e externa dos imóveis, principalmente nos seguintes locais:

 

1.     Assoalhos e rodapés soltos

7. Vigas e telhados em porões, sótãos e forros no teto

2.     Ralos de cozinha, banheiros e área de serviço

8. Móveis, cortinas, estantes, quadros, lareiras

3.     Frestas e vãos de paredes

9. Roupas e sapatos

4.     Batentes de portas e de janelas

10. Objetos empilhados ou jogados

5.     Caixas e pontos de energia

11. Armários sob pias ou gavetas

6.     Sistema de refrigeração de ar

12. Panos de chão e toalhas penduradas

 

 

Nas áreas externas a busca deve ser realizada em locais com material de construção (pilhas de telhas e tijolos, blocos de cimento, entulho, pedras, amontoados de madeira, placas de concreto), lixo domiciliar, troncos, galhos e folhas secas caídas, objetos descartados, garrafas empilhadas, frestas e vãos de muros, tanques, fornos de barro e barrancos, galpões, depósitos, viveiros de mudas e plantas, caixas de gordura, canalizações de água, caixas de esgoto, de energia Verificar atentamente onde há mato junto aos muros e nas camadas de materiais empilhados que ficam em contato com o solo.

 

O que fazer para controlar a ocorrência de escorpiões?

  • Manter limpos quintais e jardins;
  • Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta;
  • Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento, umidade etc;
  • Preservar os inimigos naturais dos escorpiões, especialmente aves de hábitos noturnos (corujas, joão-bobo, etc.), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos e gansos (galinhas não são eficazes agentes controladores de escorpiões);
  • Evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões;
  • Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros;
  • Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões;
  • Rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas;
  • Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;
  • Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques.

 

Como proceder em caso de acidente?

 

As medidas devem ser adotadas de imediato e o tratamento instituído o mais rápido possível após o acidente.
 

O que fazer?

  • Limpar o local com água e sabão;
  • Procurar orientação médica imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência);
  • Se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação do escorpião causador do acidente pode auxiliar o diagnóstico.

O que não fazer?

  • Não amarrar ou fazer torniquete;
  • Não aplicar nenhum tipo de substâncias sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina) nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções;
  • Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;
  • Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado, ou outros líquidos como álcool, gasolina, querosene, etc, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

Eloisa Marchetto – Bióloga Unicontrol

CRBio 075949/03 - D

 



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