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Publicada em: 30/12/2015

Pragas: conheça aglomerações de animais em proporções gigantescas



Livros de história, lendas e tradições religiosas falam em enormes pragas de animais que tiraram a tranquilidade da humanidade.


Mas aglomerações do tipo não estão perdidas em algum lugar do passado. De enxames de gafanhotos de mais de 170 km de comprimento a exércitos de caracóis, conheça algumas das pragas que acontecem quando uma espécie sai de controle.

Maré Vermelha

No livro bíblico do Êxodo, as dez pragas do Egito começam com a transformação da água em sangue. Essa praga, que matou peixes, poderia ser uma eflorescência de algas.Quando plâncton microscópico recebe uma dose extra de nutrientes, sua população explode. O pigmento das algas faz a superfície da água parecer vermelha, o que faz a eflorescência algal ser conhecida como "maré vermelha".

Algumas marés vermelhas são destrutivas, matando a vida marinha e arruinando a pesca. Estas são conhecidas como eflorescências algais prejudiciais (HABs, na sigla em inglês). Pode haver milhões de microrganismos por litro d’água, o que impede que a luz do sol chegue a qualquer planta ou animal abaixo dela. Assim como cobrir a água, as marés vermelhas podem ser tóxicas. Algumas espécies de alga têm neurotoxinas que, consumidas por peixes pequenos, se acumulam ao longo da cadeia alimentar com consequências devastadoras.

No verão de 2015, uma maré vermelha gigantesca ocorreu do sul da costa da Califórnia até as ilhas Aleutas, no Alasca. Ela produziu uma grande quantidade de neurotoxina chamada ácido domóico. A pesca foi proibida na costa dos EUA e muitas baleias morreram no Alasca.

Mosquitos
 



Muitos teólogos interpretam a quarta praga da Bíblia como um enxame de insetos. Muitos insetos adotam uma estratégia de “força pela quantidade”, e os mais notórios nisso são os mosquitos. Apenas os mosquitos fêmeas se alimentam de sangue, como parte de seu ciclo reprodutivo. Milhares de mosquitos machos voam em grandes enxames procurando por amor, e acabam formando pares com qualquer fêmea que entra nesta nuvem. Além de esperma, os machos passam secreções que estimulam a produção de ovos.


Alguns dos maiores enxames de mosquitos foram vistos no Alasca durante o curto verão ártico. Há 35 espécies de mosquito no Alasca. Os insetos são tão abundantes que conseguem alterar o percurso de uma das maiores migrações do mundo animal: a renas mudam seu caminho para evitá-los.

Efêmeras



Os efemerópteros são chamados, em inglês, de "mayflies", ou insetos de maio. Têm esse nome porque milhares deles voam juntos no início da primavera no hemisfério norte. Assim como os mosquitos, os efemerópteros, também chamados de efêmeras, têm um pensamento único. Eles se levantam em grandes enxames para acasalar e botar ovos, antes de cair no chão, exaustos.


Nos últimos anos, os exames de acasalamento das efêmeras foram tão grandes que radares captaram sua presença. Em parte, isso mostra como radares modernos são sensíveis, mas os enxames realmente são densos. Em 2014, eles foram responsabilizados por acidentes de carros em La Crosse, Wisconsin e no rio Mississippi, nos EUA.

"Elas são realmente um incômodo. As pessoas reclamam do cheiro das efêmeras mortas cobrindo o chão e de ter que varrê-las do chão e das calçadas", diz Tom Klubertanz, da Universidade de Wisconsin em Janesville.

Mas, apesar de tornar difícil dirigir, as efêmeras não são prejudiciais e são consideradas um sinal de ambiente saudável.

“As efêmeras são boas indicadoras da qualidade da água”, diz Klubertanz.

Gafanhotos



Este é um grupo de animais cuja reputação como pragas existe há séculos.

O problema são suas duas personalidades. Os gafanhotos começam a vida como insetos inofensivos e solidários. Mas, com as condições certas, eles se transformam em criaturas coloridas, musculosas e com apetite pela destruição.

Em 2009, cientistas descobriram que um químico cerebral chamado serotonina era responsável pela mudança. Na estação seca, quando a vegetação é esparsa, os gafanhotos competem por alimento e isso faz com que liberem serotonina, fazendo com que voem para novos pastos.

Os gafanhotos turbinados se alimentam de plantações e crescem no lugar em que o vento os leva. Pragas de gafanhotos ameaçam plantações pela Ásia, África, Oriente Médio e Austrália. O maior já observado foi o "Enxame de Albert", nomeado em homenagem ao entusiasta do clima Albert Child. Em 1875, no Nebraska, ele observou um enxame de mais de 170 km de largura e cerca de 800 m de profundidade.

Podem ter sido mais de 3,5 trilhões de gafanhotos da espécie Melanoplus spretusno enxame, segundo Jeffrey Lockwood, da Universidade de Wyoming em Laramie. Mas essa espécie particular de gafanhoto ficou na história. Ela desapareceu subitamente no final do século 19, quando seus ovos foram danificados pela agricultura em grande escala.

Lagartas



Um exército de lagartas marcha frequentemente pela África subsaariana, determinado a comer todas as plantações pelo caminho. São larvas de mariposas chamadas Spodoptera exempta, uma das pestes agrícolas mais temidas do mundo.

“É complicado determinar quando um surto termina e outro se inicia”, diz Ken Wilson, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, e chefe da Armyworm Network.

“Sabemos que há muitos surtos durante a temporada delas, então a área infestada total pode se estender por milhares de hectares em um ano. Se você multiplicar isso pelo número de países afetados em um ano ruim, estamos falando de milhões de hectares.”

As lagartas se alimentam de cereais como milho, trigo e arroz. Wilson diz que as ocorrências têm relação com as primeiras chuvas de outubro. Quando as lagartas se transformam em mariposas, elas migram de acordo com o vento, o que faz o surto se espalhar.

Pesquisadores estão desenvolvendo um novo pesticida biológico, baseado em um doença natural da lagarta, que pode acabar com o problema de uma vez por todas.

Passáros Quela



Os problemas com pragas na África não estão limitados ao solo. O continente também abriga pássaros com apetites enormes. A quelea do bico-vermelho está em quase todos os países subsaarianos. Com uma população total estimada em 1,5 bilhão, eles provavelmente são a maior população de pássaros do mundo. Eles são pássaros pequenos com o bico vermelho. Se alimentam de grãos e sementes, o que pode ser um problema quando elas se juntam e atacam, em grande grupos, plantações. Por isso, elas foram apelidadas de "gafanhotos com penas".

Caramujos Gigantes Africanos



Às vezes, pragas modernas surgem quando um animal é transportado para um lugar onde nunca havia estado, e se dá muito bem no local. O caramujo gigante africano é um exemplo disso: foi listado como uma das 100 piores espécies invasoras do mundo. Caramujos adultos podem atingir 20cm de comprimento, o que os torna animais de estimação - ou até lanchinhos - populares. Acredita-se que seu limo provoque benefícios cosméticos.

Isso significa que as pessoas costumam enviá-los pelo mundo. E com o transporte acidental de ovos deles em plantas, containers e malas, a espécie teve diversas oportunidades para invadir territórios. Você pode pensar que caramujos que se movem tão lentamente não deveriam ser motivo de preocupação, mas eles se reproduzem rápido. São hermafroditas, com órgãos sexuais masculinos e femininos, então cada caramujo pode produzir centenas de ovos por ano. Apenas quatro anos após sua introdução em Fiji, 20 toneladas de caramujos foram recolhidas em um só dia.

Para se reproduzir, os caramujos abrem caminho por plantações. Eles gostam, por exemplo, de repolho, abóboras e ervilhas. Os caramujos também comem fezes de ratos e podem contrair parasitas que ameaçam os humanos.

Formigas



Elas podem ser pequenas, mas formigas provocam um grande estrago. Originárias, supostamente, do oeste da África, as "formigas amarelas loucas", como são conhecidas em inglês as formigas da espécie Anoplolepis gracilipes, invadiram a Ilha Christmas, no Oceano Índico, nos anos 1930, após pegar carona em barcos comercias.A ilha é mais conhecida por seus camarões vermelhos nativos, que fazem um espetáculo todos os anos, quando até 50 milhões deles vão para o mar para o período de procriação.

Mas até um terço da população foi devastada recentemente pelas formigas invasoras. Em 2002, as formigas haviam invadido 30% do território da ilha. Um estudo de 2005 registrou a maior densidade já vista das formigas invasoras no local, com 2000 por metro quadrado nas supercolônias. As grandes pernas dessas formigas podem caminhar por muito chão. A velocidade média em que essas supercolônias se espalham é calculada em 3 metros por dia, o equivalente a 1,1 km por ano.

Para livrar a ilha da peste, medidas extremas foram tomadas. Em 2002 e 2009, helicópteros lançaram iscas envenenadas. Para o alívio de alguns, essas ações diminuíram as populações de formigas "loucas". Mas elas são apenas uma das frentes da invasão mundial das formigas.

Camundongos


Quando os europeus se estabeleceram na Austrália, no século 18, eles levaram o camundongo (Mus domesticus) com eles. Com poucos predadores para incomodá-los, o invasor se adaptou muito bem ao novo lar, ou seja, hoje o sul e o leste da Austrália são invadidos por camundongos com frequência. Em regiões que cultivam cereais, uma peste de camundongos acontece praticamente em um a cada quatro anos. As densidades podem chegar a 2.700 ratos por hectare em armazéns de grãos, destruindo a colheita e a sobrevivência de quem depende dela.

Desde 1980, pestes de camundongos estão aumentando na Austrália, ligadas a práticas de agricultura mais intensivas. A pior de que se tem registro ocorreu em 1993: ela pode ter custado aos fazendeiros 64,5 milhões de dólares australianos. Essas explosões populacionais estão ligadas a secas e chuvas fortes, mas nenhuma causa específica foi identificada como o gatilho disparador. Em condições favoráveis, uma boa fonte de alimentação, poucas doenças e poucos predadores, o número de camundongos explode.

Camundongos fêmeas podem ter ninhadas de em média seis filhos todos os meses, e os filhotes começam a se reproduzir cinco semanas depois. Proporções de pestes podem ser atingidas em apenas nove meses. Em abril de 2015, cientistas recrutaram fazendeiros para que eles reportassem quando vissem camundongos por meio de um aplicativo na "Primeira Semana do Censo de Ratos da Austrália". O objetivo era prever futuras "explosões".
 

Fonte: BBC 

 

 






Publicada em: 30/12/2015

OMS emite alerta global sobre zika vírus e reconhece relação com microcefalia



 

A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde emitiram nesta terça-feira um alerta mundial sobre a epidemia de zika vírus.

No comunicado aos países-membros, a organização pede que eles estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que se preparem para um aumento no número de casos reforçando o atendimento pré-natal e neurológico.

O comunicado da organização reconheceu pela primeira vez oficialmente a relação entre o zika e os casos de microcefalia ao mencionar o estudo brasileiro do Instituto Evandro Chagas, que revelou a presença do vírus em um bebê microcéfalo.

"Há definitivamente uma conexão", afirmou à BBC Brasil em entrevista telefônica o especialista da organização, Dr. Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças comunicáveis da Organização Pan-Americana de Saúde.

O documento divulgou mapas comparativos de 2014 e 2015, que corroboram a explosão de casos de microcefalia no Nordeste, onde os casos se multiplicaram 20 vezes.

"Há uma conexão entre as duas coisas, mas causalidade é uma outra história. Não podemos dizer 100% que é só o zika vírus a causa da microcefalia, ela pode ser atribuída a diversas questões. Há uma conexão porque há um evidente aumento nos casos de microcefalia no Brasil ao mesmo tempo em que há um surto de zika no país.

Segundo a OMS, somente em 2015, foram confirmados casos de zika em nove países das Américas. Brasil, Chile - na ilha de Páscoa -, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela.

O primeiro caso na Colômbia foi registrado em outubro, no Estado de Bolívar. Desde então já foi constatada a presença do Zika em 26 das 36 unidades territoriais.

Em novembro foram observados os primeiros casos em El Slavador, Guatemala, Mexico, Paraguai, Suriname e Venezuela.
 

"Quão grande é o problema? Bem, nas Américas nove países confirmaram a circulação do vírus", destacou o especialista.

Apesar de considerar a situação alarmante, Espinal ressaltou que a dimensão exata da epidemia ainda é uma incógnita: "Não sabemos ainda a real seriedade do risco", reconheceu.

"Como a doença tem sintomas suaves, muitos casos não são diagnosticados. Pode ser que tenhamos centenas de milhares de casos de zika e o número de casos de microcefalia seja eventualmente baixo", ponderou.

Gravidez

O documento da OMS não faz menção ao uso do controle de natalidade como modo de evitar os casos de microcefalia. A organização recomenda no entanto que grávidas evitem o contato com o mosquito transmissor.

O especialista ressaltou ainda que as mulheres não deveriam deixar de engravidar, mas sim fazerem um escolha consciente. "Eu não daria o conselho de que todas as mulheres devem evitar a gravidez. É uma decisão delas"."Há um risco, mas ainda não sabemos. Não sabemos se o risco de o vírus vir a atravessar a placenta é alto ou baixo".

Fonte: BBC

 






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