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Publicada em: 10/11/2015

História do Controle de Pragas

Por 7.500 anos o homem realizou o controle de pragas de forma manual ou naturalmente. Evidências sugerem que eram usados derivados de plantas para tratar sementes e na fumigação. Na China, por volta de 2.500 a.C., já era usado o pó de enxofre para controle de pragas; no século III, usava-se ninhos de formiga predadoras para controle de insetos em pomares cítricos e em 1182 foi criada a primeira lei para controle de insetos-praga.

No Brasil, o crescimento desordenado dos centros urbanos juntamente com a alta imigração principalmente após a abolição da escravatura (1888) e da instituição da República (1889), mostrou um quadro preocupante de saúde pública. No Rio de Janeiro, existiam muitos cortiços e as pessoas ficavam doentes por febre amarela, peste bubônica, varíola, tuberculose. Epidemias destas doenças vitimaram centenas de pessoas e o auge desta crise ocorreu no início do século XX.

As autoridades resolveram reagir energicamente à crise sanitária e chamaram o médico Oswaldo Cruz para iniciar uma campanha de saneamento, utilizando as brigadas mata-mosquitos, nos moldes de combate adotado pelo exército americano em Cuba. Estas brigadas vedavam e expurgavam casas, faziam o policiamento de focos do mosquito e destruíam larvas. Multavam e intimavam os proprietários de imóveis insalubres, exigiam proteções para caixas d’água e colocavam petróleo em ralos e bueiros. Com o decreto 1.802 de 12 de dezembro de 1907, criou-se o Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, atualmente chamado de Instituto Oswaldo Cruz, que estudaria estratégias para controle de vetores da febre amarela.

O trabalho de Oswaldo Cruz no combate à peste bubônica teve um início mais cedo, em 1898, convidado por Adolfo Lutz para trabalhar lado a lado com Vital Brazil, identificando e prevenindo a peste em Santos. O soro utilizado (antipestoso), foi desenvolvido na Fazenda Butantan (que deu origem ao Instituto Butantan) em 1901. Eles adotaram o soro e a vacina (produzida pelo Instituto Pasteur em Paris) para combater a doença. A campanha ainda incluía isolamento de pacientes, notificação dos casos e desratização da cidade. Santos estava infestada de ratos reservatórios da peste bubônica e o médico promoveu uma campanha de um tostão para cada rato entregue no Serviço Sanitário, causando alvoroço entre as classes mais populares.




A legislação a respeito do controle de pragas obteve um direcionamento mais para o tratamento do ambiente a partir do decreto 16.300 de 1923. Na área agrícola, o DDT (dicloro-difenil-tricloroetano) representou um marco no controle insetos-praga. Foi sintetizado em 1873 por Ziedler, mas somente em 1905 seu orientador ganhou o Nobel de Química por este trabalho. Foi durante a 2ª Guerra Mundial que o Dr. Paul Miller descobriu seu efeito inseticida. Com o uso do DDT, aumentou-se a qualidade e a produtividade agrícola. O controle químico era basicamente o único tipo de controle utilizado, por ser barato, eficiente e fácil de manusear.



 

Assim surgiu o termo dedetização (aplicação de DDT) e com o tempo passou a significar o controle químico de insetos. Com a proibição de inseticidas organoclorados como o DDT, o termo dedetização acabou sendo substituído pelo termo desinsetização.

O conceito de pragas antes era reservado aos insetos, mas surgiu uma proposta para inclusão de todos os organismos com ação conflitante ao interesse do homem. Baseando-se neste conceito, foi generalizado o termo Controle Integrado de Pragas para Manejo Integrado de Pragas, ratificado pela FAO (Food and Agriculture Organization) a partir de 1972.

Suian Brehm – Bióloga Unicontrol
CRBio 45391-03

 



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